brasil
26.05.2011
Futebol do Figueirense é sucesso na Rússia
A parceria entre o Figueirense Futebol Clube e a Escola de Futebol Brasileiro na Rússia existe desde 2006 quando o ex-professor alvinegro, Lucas Loyola embarcou para o país, com o objetivo de treinar crianças e jovens russos no clube que acabava de ser criado. O Figueirense é hoje o único time brasileiro parceiro da Escola, que também conta com o apoio do Spartak de Moscou. Juntos buscam a evolução dos meninos para que na Copa do Mundo de 2018, que será sediada na Rússia, o clube europeu possa ter pelo menos um atleta convocado para a seleção do país. Para alcançar esta meta, desde abril de 2010 este intercâmbio de um profissional do Figueirense ao Clube europeu se intensificou com o treinador Thomaz Koerich de Araújo, que conseguiu transformar um time sem nenhuma qualidade técnica em uma equipe vencedora. De acordo com o professor, a chegada para treinar os meninos russos foi um verdadeiro teste de paciência. “Eles não tinham sistema defensivo, nem movimentações de ataque e muito menos jogadas ensaiadas. Era um perfil de jogo muito diferente do que estamos acostumados no Brasil”, explica Thomaz. A consagração de um trabalho bem executado Durante a terceira visita do treinador Thomaz Koerich de Araújo, no período de janeiro até abril de 2011, em pleno inverno Russo, os jogos e treinos na neve foram obstáculos ultrapassados pelo catarinense. Mas final de março, o técnico conquistou a coroação do seu trabalho. “Participamos do mesmo campeonato em que disputamos em setembro de 2010 e no qual fomos último colocado. Porém, dessa vez a equipe foi campeã, tendo ainda o goleiro menos vazado, a melhor defesa e o melhor atacante da competição”, destaca o treinador do Figueirense na Rússia. De acordo com Thomaz, em menos de 6 meses de treinamentos, em um país que não é tão simples implantar uma nova ideia de trabalho, as técnicas e ensinamentos do treinador do Figueirense conseguiram transformar a equipe juvenil da Escola de Futebol Brasileiro na Rússia, que tinha nível de último colocado, em um time campeão. “Eu fiquei muito satisfeito com o resultado obtido. Ainda mais porque tivemos oito convocações de atletas para seleção de base do país”. Ações realizadas até julho de 2011 Neste mês de maio, o profissional do Figueirense retornou à Rússia para prestar um tipo de consultoria ao clube europeu. “Estou auxiliando a categoria 97/98 nos treinamentos, trazendo o que há de novo e corrigindo o que há de errado”. Segundo Thomaz, o principal objetivo agora é tentar viabilizar a ida de uma categoria de base do Figueirense para disputar um torneio na Rússia. E da mesma forma, possibilitar o intercâmbio de treinamentos dos atletas europeus no Figueirense, para futuramente, trazê-los para um campeonato em Florianópolis. “São planos que estamos fazendo o possível para que dêem certo”, destaca o treinador. Projetos do Clube Europeu No início de setembro, Sergey N. Shishcarov, proprietário do Clube russo, irá inaugurar uma base própria com: 4 campos oficiais (2 de grama natural e 2 de grama sintética), academia, piscina, restaurante, espaço café, alojamentos, sede administrativa, salas de aula equipadas com projetor, salas para os treinadores realizarem suas palestras, sauna e refeitório. O presidente do Figueirense Futebol Clube, Nestor Lodetti e membros da diretoria do Clube catarinense, assim como o presidente da Rússia, Dimitri Medvedev e o primeiro ministro, Vladimir Putin, além de celebridades do cenário político do país estão entre os convidados para a inauguração desta nova estrutura, que tem como projeto futuro, a criação de um hotel cinco estrelas aos arredores da nova sede para, possivelmente, sediar uma seleção durante a Copa de 2018
fonte de informação: www.novosite.figueirense.com.br
24.03.2011
Escola de futebol quer atleta na Copa 2018
Fundada há cinco anos, a Escola de Futebol Brasileiro na Rússia quer um atleta na Copa e está pronta para receber novas instalações.
Com apenas 7 mil habitantes, o povoado de Kabardinka, à beira do Mar Negro, poderia ser apenas uma cidadezinha do Cáucaso vivendo dos lucros sazonais do turismo doméstico. Entretanto, um projeto da Fundação Langsdorff quer transformar a cidade da região de Krasnodárski na capital russa do futebol, fomentando e desenvolvendo as técnicas esportivas brasileiras no país por meio de uma Escola de Futebol Brasileiro.
“Nosso objetivo é ter pelo menos um atleta formado pela escola na seleção russa disputando a Copa de 2018, que vai ser sediada aqui”, explica o brasileiro Thomaz Koerich, treinador dos jogadores mirins da escola que está há um ano em Kabardinka.
Em funcionamento desde julho de 2006, o projeto já conseguiu encaminhar um de seus jovens atletas para um time grande. Ilnur Alshin, de 17 anos, foi contratado em novembro pelo Spartak de Moscou.
Filiais bilaterais
A instalação de um centro de formação de futebolistas preparado por especialistas brasileiros nasceu de uma proposta do deputado russo Serguei Shishkariov.
“Em Joinville (SC) há uma filial do Balé Bolshoi, e Shishkariov pensou: ‘Se o Brasil pode ter uma escola nossa de balé, por que a gente não pode ter uma escola de futebol?’ Foi assim que nasceu a ideia”, conta Koerich.
Uma delegação da Rússia foi ao Brasil e começou a buscar, no próprio Estado de Santa Catarina, um clube para fechar parceria sem fins comerciais.
“O Figueirense foi escolhido pois na ocasião era a única equipe de Santa Catarina na série A e tinha a melhor estrutura observada pelos russos”, conta Lucas Loyola, primeiro treinador dos pequenos aprendizes na Rússia. O principal objetivo é levar profissionais brasileiros a Kabardinka.
“Foi difícil implementar alguns métodos de treinamento que utilizamos no Brasil, mas aos poucos chegávamos a um consenso”, explica Loyola.
Para Koerich, uma das maiores dificuldades foi convencer os parceiros a diminuir a carga dos meninos, que costumavam treinar dois períodos por dia, todos os dias da semana.
“Também tem a questão de gritar com os atletas ao invés de orientá-los, outra coisa que não é interessante na formação de um atleta. Desestimula e faz com que ele desista na fase adulta”, explica Koerich.
Vindos de diferentes regiões, os inscritos na escola recebem formação, alimentação, moradia, atendimento médico e treinamento gratuito e são divididos em duas categorias: de 12 a 13 anos e de 16 a 17.
Alan, aprendiz na categoria juvenil, jogava no time infantil da cidade natal, Makhatchkalá, quando o treinador da Escola de Futebol Brasileiro o chamou para um teste.
Há dois anos na escola, hoje ele sente a diferença do trabalho com os brasileiros. “É muito legal, eu gosto. Tem muitas diferenças e agora a gente trabalha muito mais a técnica.”
fonte de informação: www.gazetarussa.com.br
24.05.2010
Escola de futebol brasileiro na terra de Kuban
Há mais de quatro anos na Rússia existe uma escola de futebol brasileiro, situada na aldeia de Kabardinka, território de Krasnodar, à beira do mar Negro. Atualmente a escola é chefiada por Mikhail Krihchkov. O nosso correspondente Viktor Voronov pediu-lhe que respondesse a algumas perguntas.
-O próprio nome da escola já impõe importantes obrigações. O futebol brasileiro é conhecido bastante bem no mundo. Não é por acaso que os jogadores deste país latino-americano, – nem todos, é claro, – são chamados “mágicos da bola”. Agora os futuros mágicos são preparados também no nosso país sob a direção de treinadores brasileiros. Portanto, o que se conseguiu fazer durante este lapso de tempo?
-Quatro anos não são um lapso de tempo bastante grande para conseguir algo no futebol. Por outro lado, durante este período na escola foi lançada uma boa base metódica para a preparação de futebolistas ao nível juvenil, – diz Mikhail Kriuchkov.
-Hoje os nossos rapazes de 16 – 17 anos jogam no clube “Nara –CHBFR”, que se baseia na cidade de Naro-Fominsk e têm alcançado resultados bem razoáveis no campeonato da região de Moscou. (A palavra “Nara” no nome do clube vem do nome da cidade de Naro-Fominsk e a abreviatura russa CHBFR significa Escola de futebol brasileiro na Rússia). Além disso, representantes das escolas que preparam jogadores para equipes da Liga Superior, como, por exemplo, TsSKA, Lokomotiv, Dínamo e Zenith, revelam interesse em relação aos nossos educandos mais velhos. O nosso trabalho mereceu também alto apreço por parte de treinadores brasileiros do clube “Figueirense”, que trabalham na nossa escola em regime permanente. Tudo isso inspira-nos a confiança de que estamos seguindo o caminho certo.
-O que pode dizer sobre o estágio de jovens futebolistas no Brasil?
Proximamente serão realizadas conversações com a nova direção do clube “Figueirense” a respeito de todos os aspectos da nossa colaboração, incluindo o estagio de nossos jogadores e treinadores no Brasil, assim como vinda de especialistas brasileiros para a Rússia, – diz Mikhail Kriuchkov.
-E como você avalia o trabalho de treinadores brasileiros em geral na sua escola?
Somos da opinião que a sua atividade é muito positiva e queremos corresponder a este nome, orientando-nos pela experiência de escolas de futebol brasileiras, – ressalta Mikhail Kriuchkov. Temos a quem imitar o exemplo. Sabe-se que a seleção do Brasil é pentacampeão do mundo. Além disso, muitos futebolistas brasileiros jogam muito bem na Europa e, em particular, na Rússia. Por isso, as formas e métodos da preparação e o próprio processo de treinamento, proposto por treinadores brasileiros, são muitos interessantes e úteis para nós.
-Qual é o número de educandos na sua escola? Há entre eles talentos patentes?
Temos dois grupos de 20 pessoas cada um. Representantes do grupo mais velho, – são rapazes da cidade de Naro-Fominsk, – agora disputam a Taça da região de Moscou. Neste grupo há jogadores talentosos e prospectivos. Pode-se mencionar Dmitri Kochura, Nikach Khapelia, Evgueni Sevriukov, Dmitri Mikhailenko, Nikita Guigalaiev e vários outros, – afirma Mikhail Kriuchkov.
fonte de informação: www.portuguese.ruvr.ru